As MICROALGAS fazem
parte de grupo muito heterogêneo de organismos. São predominantemente aquáticos
e geralmente microscópicos unicelulares, podendo formar colônias, e apresentar
pouca ou nenhuma diferenciação celular. Sua coloração variada é característica oportunizada
pela presença de pigmentos e mecanismo fotoautotrófico. Filogeneticamente, as microalgas
são compostas de espécies procarióticas ou eucarióticas. O
termo “microalgas” não tem valor taxonômico, uma vez que engloba
micro-organismos algais com clorofila e outros pigmentos fotossintéticos
capazes de realizar a fotossíntese oxigênica.
Andrade et al. (2008)
e Chisti (2007) caracterizam as microalgas como micro-organismos fotossintéticos,
que combinam água e dióxido de carbono atmosférico com luz solar para
produzirem várias formas de energia para produzirem biomassa (polissacarídeos,
proteínas, lipídios e hidrocarbonetos), que pode ser utilizada na produção de
biocombustíveis e suplementos alimentares, e também podem ser empregados na
captura de dióxido de carbono da atmosfera.
As microalgas produzem mais
oxigênio de que todas as plantas juntas existentes no mundo, sendo responsáveis
por pelo menos 60% da produção primária da Terra.
A biomassa microalgal
apresenta cerca de 50% de carbono na sua composição, assim o
fornecimento deste
nutriente aos cultivos representa um importante componente dos custos de produção,
seja gasoso na forma de dióxido de carbono, ou sólido, principalmente na forma
de bicarbonato.
O número exato de
espécies de microalgas ainda não é conhecido, mas muitas espécies já podem
crescer em sistemas de cultivo. A tarefa mais difícil, no entanto está em
cultivar espécies específicas para a produção de óleo.
As microalgas existem
em um variado número de classes e são distinguidas, principalmente, pela sua
pigmentação, ciclo de vida e estrutura celular. As principais linhagens de
microalgas em termos de abundância são: a)
Diatomáceas (Bacillariophyta), da qual existem aproximadamente
100.000 espécies, sendo considerada a espécie que domina o fitoplâncton dos
oceanos, podendo ser encontrada em ambientes de água doce. Apresenta sílica
como constituinte da parede celular e a reserva de carboidratos se dá mediante
óleo ou polímeros de carboidrato,
conhecido como crisolaminarina; b) Algas Verdes (Chlorophyceae, ) representadas
por cerca de 17.000 espécies, são encontradas em sua grande maioria, em meio
marinho ou em água doce. Sua produção
energética de dá principalmente, em forma de amido; c) Algas azuis
(Cyanophyta), conhecidas por desempenharem papel importante na atmosfera: a
fixação de oxigênio. Compreende cerca de 2.000 espécies, podendo ser
encontrados em diversos ambientes; d) Algas Douradas (Chrysophyceae) que
possuem cerca de 1.000 espécies, com habitat predominantemente doce, são semelhantes
às diatomáceas).
Fonte:
Revista CIATEC – UPF, vol.4 (1), p.p.48-60, 2012
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